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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Caindo na Real – O Protocolo Social



Já passou pela sua mente que mais da metade das pessoas com quem você fala não estão dentro do grupo de pessoas com quem você gosta de trocar idéias? E que você nem consegue dar uma explicação racional sem cair no velho clichê de querer se dar bem com todo mundo? É meu amigo você é um robô e uma de suas diretrizes é o protocolo social.
Se alguém lhe cumprimentar nas ruas você deve retribuir o cumprimento, pois na sua mente já foi colocada a idéia de que se você não retribuir você estará sendo mal-educado. Diga-me o código, lei e artigo que diz que você é obrigado a fazer isso. Pois é, não existe tal obrigação, mas você faz. Esse não é o único costume que foi colocado em nossa mente. Há vários, mas só vou abordar, superficialmente, apenas um além do que abordei no inicio desse texto.
Há pessoas que não gostam de terem os seus gostos criticados pelos seus amigos, pois há a idéia de que amigos sempre devem apoiar um ao outro. Essa idéia é muito idiota. Se seu amigo não abrir os seus olhos pra merda que você esta prestes a fazer, quem vai abrir? Esteja ciente de que não há uma clausula no contrato de amigo que diz que fulano deve sempre respeitar o gosto de siclano. Na verdade nem contrato existe. Então por que você ainda se morde quando é criticado? Pense nisso.
Se forem sempre seguidas essas idéias postam em nossa cabeça, nunca acabará essa mania de conversar com alguém sentindo a sensação de estar “pisando em ovos”. Diga o que pensa da pessoa. Se achar que ela esta fazendo algo errado tente fazer ela perceber isso. Eu sei que há pessoas que parecem não ser desse mundo, que quando você tenta ajudar ela com uma conversa, acaba entrando em um conflito verbal.
Se um dia alguém criticar o filme ou musica que você goste não quer dizer que ela vá fazer você parar de curtir aquilo. Há criticas construtivas e destrutivas, ambas devem ser pesadas para ver se pode ser benéficas para o seu desempenho em algo. Por isso critique e pense quando for criticado e se ver alguém com quem não quer falar, não fale.

HIPOPOTOMONSTROSESQUIPEDALIOFOBIA


Parece brincadeira, mas Hipopotomonstrosesquipedaliofobia é justamente o medo de pronunciar palavras grandes como, por exemplo, Hipopotomonstrosesquipedaliofobia! Trata-se de uma doença psicológica que tem como sintoma o nervosismo excessivo ao se deparar com palavras longas ou de pouco uso. Tudo isso, por medo de errar e ser ridicularizado ou apontado como alguém sem conhecimento. O mais cruel, no entanto, é saber que os hipopotomonstrosesquipedaliofóbicos não podem pronunciar o nome da sua própria doença.

A inveja



A inveja é um dos sentimentos mais destrutivos da humanidade. Dela pode nascer o ódio, com poder de destruição não só de quem é invejado, mas também de quem inveja, ou seja, faz mal para todo mundo. É um sentimento que deve ser arrancado de dentro de nós como se arranca uma erva daninha, principalmente quando se trata de inveja negativa, pela qual se quer destruir a conquista de alguém. As dicas a seguir servem tanto para quem tem inveja como para quem é invejado:

1) Não nutra sentimento de rancor quando alguém que você conhece conquista algo que você almeja. Evite fazer comentários que desvalorizem o carro novo, a casa nova, etc. Ao contrario, dê parabéns e, se for o caso, não tenha vergonha de dizer que se você pudesse faria a mesma coisa.

2) Além de você ganhar a simpatia do seu colega, também recebera vibrações positivas no sentido de que você também realize seus sonhos e, quem sabe, até algumas dicas de como fazer isso.

3) Se você é bem sucedido na vida, seja humilde. Não provoque a inveja humilhando os outros.

4) Lembre-se: a inveja positiva é socialmente aceita. Querer ter algo igual ao de alguém não é pecado. O que faz mal é querer destruir alguém por ser bem sucedido ou destruir as conquistas dessa pessoa.

5) Da mesma forma, evite desdenhar das ações e atitudes das pessoas, tentando impedir que brilhem aos olhos dos outros. Além de ficar feio para quem age dessa assim, o invejoso perde precioso tempo tentando diminuir a quem ele inveja, ao invés de buscar os caminhos para ele próprio crescer profissionalmente e como ser humano.

6) Pessoas que agem impulsionadas pela inveja não se dão conta do grande prejuízo que fazem para si próprias, pois permanecem estagnadas na vida, ou seja, em vez de tentar rebaixar a pessoa invejada a seu nível, o invejoso deve se espelhar nela para se nivelar a ela.

7) Fique atento, pois a inveja causa sentimentos de inferioridade, impotência e de insatisfação consigo mesmo e impede que o invejoso perceba que ele tem luz própria e também pode brilhar.

8) Lembre-se: você não precisa competir com ninguém para ser feliz. Você não é obrigado a ter os mesmo sonhos de consumo do seu vizinho ou amigo.

9) Invista seu tempo tentando alcançar suas próprias metas e o seu aperfeiçoamento como ser humano. Assim, não se sobrará tempo para invejar os outros.






Extraído da coluna de William Slva

Freud é foda


Freud explica...
Não fica louco quem quer.




Nunca se falou tanto sobre esquizofrenia no Brasil. O motivo da popularização de tema, claro, é da novela das oito que apresenta tal comprometimento psíquico.
Sabe-se do impacto da mídia na vida das pessoas: basta estar na televisão para virar assunto de debate nacional. O que , diga-se, é muito bom, mas quando o drama da telenovela se apóia no conhecimento do caso real. Assim, aquilo que sempre ficou restrito aos especialistas, passa a ser disseminado para a grande massa, e as doenças mentais são ressignificadas.


O personagem atual tem caracterizado sintomas importantes, como escutar vozes, ver coisas que não existem, ter a idéia fixa de perseguição. Esses sintomas fazem partem do quadro clinico da esquizofrenia, mas não são suficientes para caracterizar tal patologia. O que a novela retrata é que o personagem desencadeou seus sintomas de alucinação e delírio a partir de um conflito muito intenso familiar, o que acaba sendo muito simplista para definir que a causa da loucura está apenas ai. Iniciamos nosso texto com uma frase celebre do psicanalista Jacques Lacan: “Não fica louco quem quer”. Para a psicanálise, o fato de haver eventos na vida da pessoa que podem ser tidos até como “enlouquecedores” não significa que sejam suficientes para determinar que tal pessoa ficará, digamos, louca, mas acontece com aquela que possui uma “ estrutura psicótica”. Isso demonstra, então, que um sujeito, antes de entrar em surto, comporta-se como aparentemente “normal”, é como se o mesmo estivesse caminhando com uma bengala e de repente essa bengala se quebra e ele cai em surto.


Existem alguns comportamentos que alguns de nós cometemos em nossa vida, como falar sozinho, perder alguma coisa ou mesmo esquecer de algo. Isso sempre intrigou Freud, que não acreditava na ocorrência acidental das coisas; eram manifestações de nosso inconsciente. Desta forma, o que a psicanálise sempre veio nos trazer a partir de Freud é que nada acontece por acaso, tudo tem uma explicação que faz parte da nossa historia de vida e que precisa ser tratado com apoio de uma equipe multiprofisional.


Com a família e pessoas mais próximas, a relação torna-se complicada, pois não é nada fácil conviver com um psicótico, principalmente pela angustia em não conseguir mais reconhecer aquela pessoa de antes. Muitas vezes, o sujeito não aceita que está doente e que precisa de um tratamento adequado.


Nesse momento, cabe a família contornar tal situação. Não adianta que aquela pessoa (ou “monstro”) que ela está vendo simplesmente não é real. A atuação nos cuidados com um psicótico começa e termina em casa e requer muita paciência. Na maioria das vezes, a família também precisa de apoio para lidar melhor com essa nova realidade que vai ter que enfrentar.
Apesar de estar na novela das oito, em revistas, livros e principalmente ao nosso redor, ainda existe um preconceito absurdo sofrido por quem tem ou convive com a psicose. É comum sentir estranhamento ao nos depararmos com um sujeito que, por exemplo, diz que acha que está sendo perseguido ou observado por câmeras escondidas, quando eles verbalizam que alguém dentro de sua mente esta falando por ele, está lhe dando ordens, ou que, ao conversarem, apresentem idéias confusas, desorganizadas, desconexas. No lugar do estranhamento, devemos entender que essas pessoas precisam de apoio e tratamento para um possível retorno ao convívio em sociedade.


Raquel Gomes da Silva e Roberta Santos Gondim
Psicólogas – Especialistas em Teoria Psicanalítica