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domingo, 22 de novembro de 2009

Os Artistas Paraenses no Mundos das HQs

Peter Parker sob a identidade Spiderman (Homem Aranha), atravessa Nova Iorque entre arranha-céus de dezenas de metros de altura enquanto luta contra Octopus e Duende Verde, dois de seus maiores inimigos. O quadrinhista da história da uma pausa no trabalho e bebe um copo d’água entre lápis, lapiseiras, borrachas e folhas de papel. A cena acontece dentro de um envidraçado e gélido ateliê da Marvel Comics, em Nova Iorque, e tem como astro um desenhista com trejeitos e sotaque do Greenwich Village, certo? Não.

Benedito Nascimento, ou Joe Bennett, paraense que até hoje vive no estado, é o protagonista da ação acima que, no entanto, acontece em sua casa, no município de Ananindeua. Por esse motivo Bené, ao lado de Miguel Imbiriba, Julia Bax e Otoniel Oliveira, é o motivo mais que suficiente para se ter orgulho de ser do Pará.

“Tento trazer o Pará para o meu traço”, diz Joe, que começou a carreira copiando os traços dos heróis da Marvel Comics, nos anos 70, e que duas décadas depois já trabalhava na famosa editora.

Direto de Paris para o Diário, Miguel Imbiriba, nascido em São Paulo, mas paraense em todos os sentidos, trabalha na editora Dargaud, onde faz a adaptação de “Lê Dernier Templeir”, inspirado no best-seller “O Ultimo Templário”, de Raymond Khoury, e paralelamente desenvolve uma série de histórias amazônicas, ainda sem data pra publicar. “É dessa forma que tento explorar meu lado paraense, a minha ‘caboquice’”, brinca ele, ao se referir carinhosamente ao Pará.

“Toda a minha família é paraense. Sou o que sou por todas as experiências e lugares onde passei. Adoro especialmente o sotaque paraense e as comidas regionais”, diz Julia Bax, que nasceu em Belém, depois foi morar em São Paulo e hoje está em Paris. Em 2006, ela recebeu o troféu HQ Mix, o mais importante dos quadrinhos brasileiros, como desenhista revelação, além de um premio de criação de personagens para o publico infantil, organizado pelo IMAF da Inglaterra, em 2005. Julia Bax cita com orgulho uma história de três paginas que desenhou e escreveu para o “MSP 50 – Mauricio de Souza Por 50 Artistas” álbum comemorativo dos 50 anos de carreira do desenhista.

Após esse giro pelo continente, os traços retorna a Belém, onde também mora e trabalha Otoniel Oliveira, macapaense com alma paraoara. Em seu portfólio destacam-se as graphic novels “Belém Imaginária” e “Encantarias”. “Como não conheço Nova Iorque e nossa realidade está distante dos super-herois americanos, priorizo a criação de historias que tenham a ver conosco, que a gente conheça e que faltam se explorados com maior profundidade”, diz Otoniel, que também fez parte do álbum MSP50.

Quadrinhos com Sabor Paraoara

· The Amazing Spider Man – Bené Nascimento começou a copiar os traços do Homem Aranha ainda na infância. Tanto treinou que no começo dos anos 90 acabou ingressando na Marvel Comics dos EUA e passou a desenhar profissionalmente, o herói. Também já desenhou histórias do Capitão América, Thor e Teen Titans.

· Galvez, O Imperador do Acre – Ambientada no cômico romance que conta a tentativa do jornalista espanhol Luiz Galvez Rodrigues de Arias de proclamar a independência do Acre em relação a Bolívia, a versão em quadrinhos foi lançada a cinco anos, com desenhos de Miguel Imbiriba, que agora trabalha na adaptação para quadrinhos de “O Ultimo Templário”.

· MSP50 – a quadrinhista Julia Bacellar, também conhecida como Julia Bax, foi uma das desenhistas escolhidas para homenagear Mauricio de Souza, no álbum MSP 50. Ela desenhou, pintou, com seu estilo próprio, e escreveu uma historia de três paginas, onde aparecem os personagens Cebolinha, Chico Bento e Louco.

· Belém Imaginária e Encantarias – Quadrinhos que abordam, com boa dose de conhecimentos,os mitos do norte do Brasil. Otoniel Oliveira também liderou o projeto “Pretérito Mais Que Perfeito”, lançado em 2008 e que é um conto sobre Belém que vai do final de século XIX e chega até o final do século XXI. A curiosidade é que a ação começa a partir de um banco da Praça da Republica, no centro da cidade.



Matéria de Sérgio Augusto publicada no Diário do Pará em 22/11/09

sábado, 14 de novembro de 2009

Little John, uma criança da noite


"Meia noite e onze (00h11min) Mostra o relógio. Do dia das bruxas, em seguida o calendário"

Little John esta se preparando pra sair.

Pensando: o cigarro acabou... Vou comprar mais.

Antes, vai terminando sua bebida.

Olha pela janela do seu apartamento no 5° andar, as ruas estão movimentadas, crianças em suas fantasias indo de um lado pro outro com suas gostosuras e travessuras.

Deixa o copo na geladeira quando termina e vai se vestir.

Não é vaidoso. Tem certo cuidado ao escolher as roupas. Não quer chamar atenção.

Discreto. Ao menos tenta ser. Ate onde sua beleza lhe permite. Escolhe a camisa branca de botões e o terninho preto habitual. Um jeans e botas pra quebrar a seriedade.

Sai às ruas e vê pessoas cantando e dançando. Uma celebração estranha. Uma saudação as bruxas?! As vilãs dos contos de fada.

Segue até a loja de conveniência tranqüilo. Pensando no ano que esta terminando...

Compra os cigarros e saindo da loja procura o isqueiro nos bolsos, e os estouros lhe chamam atenção, olha pra cima e vê fogos no céu. Percebe que esqueceu o fogo em casa. Volta em direção à loja e na porta uma garota lhe oferece fogo.

Parece mais um garoto: cabelos curtos (tipo militar), brincos grosseiros, jaqueta preta e calças folgadas.

- feliz dia das bruxas!

CLICK do isqueiro

- pra você também.

Responde little John

- você vai à festa da Nina?

- por que, você vai?

- vou!

- não. Eu não conheço a Nina.

- e vai dormir tão cedo? E tão bem arrumado?

Sorri

- não sei... Talvez veja um filme.

- meu carro ta logo ali, se tiver afim.

No carro ta tocando Johnny cash – personal jesus

- e por que você daria carona a um estranho?

Pensando: porque as pessoas insistem em confiar em gente bonita?!

- eu sou Clarisse e você?

Estende a mão

- John, Little John. É como me chamam...

Olha pros lados

Clarisse também olha desconfiada

...Bonito nome o seu!

- viu? Alem de bonito é gentil.

Pegando no queixo de John

- tudo bem

Entram no carro

Na casa umas horas depois

Os dois bebem e conversam na cozinha. Os amigos de Clarisse olham pra John e ela devolve olhares SÉRIOS pra eles. Um sorrisinho vez ou outra.

Faz perguntas que fazem John pensar que ela esta afim dele.

John tenta despistar e diz que vai ao banheiro.

Da uma volta e no segundo andar vê Clarisse se pegando com uma morena linda. De traços exóticos, Quase uma índia.

Pensa: que pretensioso!

Clarisse o percebe olhando. John meio que sem jeito:

- o banheiro vive ocupado. E quando voltei não te vi na cozinha.

- hun, vem aqui. Nesse deve da.

Ela mostra um banheiro num quarto.

Dentro do banheiro John encontra uma mulher na banheira, de uma beleza passiva e sedutora, de cabelos escuros na altura dos ombros e olhos grandes cor-de-mel, boca rosa e pele macia (John não resistiu ao toque), num vestido preto médio.

Chapada, mas ainda consciente ela percebe John olhando.

- vai ficar olhando?

John beija seu rosto, ela o agarra e beija sua boca com força.

Eles transam.

John beija o pescoço e a deixa extasiada. Desce um pouco pelos ombros, segura o braço esquerdo e morde o pulso. Ela tenta empurrá-lo no primeiro instante mais não consegue ignorar a lascívia e se entrega.

John tira os dentes e lambe a ferida, que some logo que passa a língua.

Continua a beijar o corpo ate o seio, também esquerdo, o que faz com que ela se contorça e comece um gemido que faz John suspirar e ofegar. Tanto que sente como se estivesse ficando alto.

Tira as presas e lambe o seio. A ferida também some.

John deita a moça e tenta acordá-la.

- qual o seu nome?

Ela só geme baixo.

Depois responde mais baixo ainda:

- Manu

John abre os olhos dela e como se a hipnotizasse diz:

- esqueça-me!

Fecha seus olhos.

Sai do banheiro e se sente meio zonzo, em instantes começa a ficar trôpego e cai no corredor.

Alguém escuta o barulho e traz Clarisse. Que tenta ajudá-lo a levantar.

- levanta John. Você é rápido ein! O que você usou?

- sh...

Com o pouco de razão que lhe resta Little John percebe que quase revela sua verdadeira natureza.

- sexo!

Disfarçando com uma voz bêbada.

- é, cê é rápido mesmo!

- me leva pra casa.

- já?

- po... Por favor.

- ta bem. Você acha que consegue me mostrar onde mora?

John balança a cabeça confirmando.

- sim... Vai po... Posto.

- levanta então, eu te ajudo.

No apartamento de John

- você vai ficar bem John?

- fecha... Cortinas.

Clarisse da uma olhada no apartamento enquanto vai fechá-las. As cortinas são pesadas, grossas.

Com mais atenção percebe que a decoração “revela” um John que não se consegue perceber nos primeiros olhares.

- o que será que ela usou?

- o que John? Ela quem? De quem cê ta falando?

- da garota que eu...

E apaga

Clarisse passa a mão no cabelo de John e o ajeita no sofá.

- se tiver me ouvindo John, eu vou anotar meu numero aqui, se quiser me liga depois.

ciao.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Darkseid, O Deus Sombrio


Personagem mais famosos de Jack Kirby para a DC, Darkseid surgiu em 1970, no período em que o artista encerrou sua histórica parceria com Stan Lee na Marvel, para trabalhar na editora concorrente como roteirista, desenhista e editor de suas próprias revistas. O projeto de Kirby começou na revista Jimmy Olsen, em uma trama que envolvia manipulação de DNA e cientistas renegados, até revelar o autor dos acontecimentos: Darkseid, um alienígena que se autodenominava um deus. Esse foi o conjunto de historias conhecido como Quarto Mundo, uma série de personagens criados por Kirby que estrearam em 1971 nas revistas New Gods, Forever People e Mister Miracle. Uma curiosidade, segundo o roteirista Mark Evanier, que na época trabalhava como assistente de Kirby: o rosto de Darkseid foi inspirado no ator Jack Palance, famoso apresentador da série Acredite se Quiser.

Quarto Mundo

As revistas contavam a historia dos Novos Deuses, um grupo de seres imortais e extremamente poderosos, criados a partir da morte dos Deuses Antigos, em um evento chamado Ragnarok. Nesse sentido, era evidente que Kirby queria dar um passo além da historias que ajudou a criar para a Marvel em Thor.
Os Novos Deuses vivem em um setor isolado do universo, divididos em dois planetas: Nova Gênese, um paraíso pacifista governado por Izaiah, o Pai Celestial, e Apokolips, um pesadelo industrial governado de forma tirânica por Darkseid. Em historias interligadas, os títulos desenvolviam uma trama, enquanto flashbacks mostravam o passado dos personagens. Dessa forma é contado que há 24 mil anos terrestres, nasceu Darkseid, que recebeu o nome de Uxas. Desde jovem, o príncipe mostrou grande sede por poder e conhecimento. Por ser o segundo na linha do trono, Uxas aguardou o momento de agir contra o seu irmão mais velho, Drax. O plano de seu irmão era tomar posse da lendária Força Omega, energia escondida nos subterrâneos do planeta. Com esse poder, Drax pretendia tranfosmar Apokolips em um mundo melhor e justo. Mas Uxas assassinou seu irmão e tomou a Força Omega para si. Ao se transformar em uma poderosa criatura de pele rochosa, mudou o seu nome para Darkseid. A origem completa do vilão foi retratada em 1997 numa minissérie escrita e desenhada por John Byrne para a revista Jack Kirby’s Fourth World.

A Guerra dos Deuses

Darkseid continuou príncipe, enquanto Heggra, sua mãe, governava o planeta. Nesse período, o deus sombrio se apaixonou por Suli, uma cientista de Apokolips. Contra a vontade de Heggra, os dois se casaram e tiveram um filho, Kalibak. A rainha acreditava que seu filho seria corrompido pelo amor, então ordenou que Suli fosse envenenada por Desaad, o torturador real. Depois disso, Heggra obrigou Darkseid a se casar com Tigra, uma união sem amor que trouxe ao mundo Orion, segundo filho do príncipe. Esses fatos destruiriam qualquer emoção em Darkseid, que passou a se dedicar somente a seus planos de conquista.
Pelas manipulações do vilão, as tensas relações com Nova Gênese se transformaram em uma guerra declarada. Aproveitando-se da situação, Darkseid usou o mesmo Desaad para envenenar e matar sua mãe, se tornar o novo rei e banir Tigra de Apokolips. Para encerrar a guerra com Nova Gênese, um delicado acordo foi estabelecido: Orion, o filho rejeitado de Darkseid, seria criado em Nova Gênese, enquanto que Scott Free, filho do Pai Celestial, seria criado em Apokolips.

Chegada à Terra

Scott Free foi educado nos orfanatos da Vovó Bondade, verdadeiros campos de concentração usados para destruir a força de vontade das pessoas e transforma-las em guerreiros leais a Darkseid. Mas o jovem fugiu de Apokolips para o distante planeta Terra, onde se transformou em um super-herói, o Senhor Milagre. Já Orion conseguiu superar sua natureza sombria e se tornou o mais forte guerreiro de Nova Gênese. Aliás, existe uma antiga profecia de que Orion está destinado a matar seu pai.
A fuga de Scott Free chamou a atenção de Darkseid para a Terra, pois o vilão percebeu que o planeta poderia conter pistas para sua grande busca, uma complexa teoria conhecida como equação antivida. Um dos conceitos mais originais criados por Kirby, a equação antivida seria um cálculo matemático que daria o controle absoluto sobre toda a vida a quem quisesse desvenda-lo. Dessa forma, o objetivo de Darkseid é se tornar a única criatura do universo com vontade própria, enquanto todos os outros seriam seus escravos de corpo e alma.
Darkseid descobriu que trechos da equação antivida estavam escondidos no subconsciente de alguns terráqueos. Dessa forma, o vilão criou uma quadrilha de criminosos com acesso a tecnologia de Apokolips, que auxiliava o vilão a encontrar as pessoas que guardassem partes da equação. A partir daí, se iniciaram diversos conflitos entre o tirano e os super-herois da Terra, especialmente o Superman.

Depois de Kirby

Considerada confusa pelo publico, New Gods e Forever People foram canceladas no numero 11, enquanto o Mister Miracle se manteve até o numero 18. Kirby acabou voltando para a Marvel e deixou sua saga sem conclusão. Apesar de algumas tentativas de retomar as historias do Quarto Mundo com outros artistas a verdade é que a DC nunca soube exatamente o que fazer com os personagens de Kirby, que viraram parte das HQs do Superman.
Darkseid só assumiria de novo um lugar de destaque em 1982, na Saga das Trevas Eternas, um dos arcos de historias mais famosos da Legião dos Super Heróis. A partir desse arco, Darkseid se estabeleceu como um dos grandes vilões da DC, com participação especial em importantes sagas como: Crise nas Infinitas Terras, Lendas, em que atuou como o principal vilão, Odisséia Cósmica e A Pedra da Eternidade que mostrava um futuro alternativo em que Darkseid venceu os heróis e dominou a Terra. Na década de 90 surgiria um terceiro filho do vilão, Grayven, um dos mais fieis seguidores de Darkseid.

Crise Final

No final de 2007, as séries Countdown e Death of the New Gods mostraram um misterioso personagem matando todos os Novos Deuses, inclusive Darkseid. Esses eventos preparam o terreno para a grande saga da DC para 2008 e 2009, Final Crisis. Escrito pelo polêmico e cultuado Grant Morrisson, a saga mostra todos os heróis da DC contra um invencível Darkseid, que voltou da morte e finalmente desvendou a equação antivida. O marketing da série gira em torno da frase “O dia em que o mal venceu” e os editores da DC garantem que essa é a maior batalha já vivida por seus heróis.
Infelizmente, nós do Blog “Taverna da Rampaze” estragamos o mistério, para aqueles que ainda não leram essa saga, quando publicamos a matéria sobre a morte do Batman. Supostamente Batman matou Darkseid, mas pagou com a própria vida. Essa morte está causando o surgimento de muitas teorias sobre o retorno do morcego. Enquanto isso Dick Grayson, que já foi o primeiro robin e usava o nome de Asa Noturna é o novo Batman e Darkseid continua morto, mas o soberano de Apokolips já enganou a morte antes.

Piores Atos de Darkseid

• A lavagem cerebral que fez o Superman atrair os rebeldes de Apokolips para uma armadilha, onde todos foram mortos. (Superman # 03 Volume 02, de 1987).
• A chacina na Ilha Paraíso, que matou parte da população das amazonas. (Wonder Woman # 104 Volume 02, de 1995).
• A morte de cerca 2000 lanternas verdes, que invadiram Apokolips para derrubar o tirano (Green Lantern 80 Page Giant # 03, de 1998).

Downloads

- A Saga das Trevas Eternas
parte1: http://www.badongo.com/file/9247549
parte2: http://www.badongo.com/file/9247580
parte3: http://www.badongo.com/file/9247600
parte4: http://www.badongo.com/file/9247624
parte5: http://www.badongo.com/file/9247638
parte6: http://www.badongo.com/file/9247664
parte7: http://www.badongo.com/file/9247702
- Lendas
- Odisséia Cósmica
- Crise Final

Matéria publica na revista Mundo dos Super Heróis n° 14

Caindo na ReaL - Mente Vazia, Oficina do Diabo


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Quem nunca reclamou da vida quando está diante de uma enfermidade? Quem nunca disse que a vida é injusta quando a realização do seu sonho esbarrou em um obstáculo que você não soube ultrapassar? Se você respondeu que nunca se sentiu assim, você está mentindo, não só para os outros, mas para si mesmo também. Se você é um desses que reclamam, eu lhe digo para parar agora.
Há tantas pessoas na fila de um transplante que não sabem se vão estar vivas amanhã. Querendo a cada dia um dia a mais de vida. A vida que você acha uma droga. Se você pudesse, você daria um dia de sua vida para essas pessoas? Acredito que elas fariam mais proveito desse dia do que você, pois ao passar pelas situações que elas passam elas aprenderam a valorizar a vida. O sabor de um sorvete, um beijo, uma chuva; tudo isso ganha um novo significado quando você está prestes a perder tudo. Será que você terá que ficar a beira da morte pra aprender a dar valor na vida? Reflita.
Existem pessoas que acham legal se sentirem tristes. Ouvindo musicas deprimentes, maquiando seus olhos para parecer que estavam chorando e criticando a vida. Essas pessoas, em sua maioria, são adolescentes que ao invés de aproveitarem a energia que tem, preferem enxergar a realidade com a visão de um moribundo. Esses jovens são frutos de uma sociedade doente que os obriga a serem maduros precocemente, causando a eles uma maturidade distorcida diante da realidade. E com isso a fantasia se torna uma ótima válvula de escape. A sua auto-valorização dá lugar à valorização do outro sobre sua personalidade. E aos poucos as suas mentes vão se tornando telas em branco esperando alguém para preenchê-las como quiser, como astros da música criados por empresas empreendedoras, que encontraram nesse núcleo doente uma grande fonte de dinheiro. Você, jovem, prefere continuar assim? Ou aprender a ver a vida de forma saudável? Guarde a resposta para você.
É muito fácil criar argumentos para justificar sua forma de ver o mundo. Você pode mergulhar em uma imensa auto-valorização, só para disfarçar sua grande insegurança diante do mundo. Por exemplo, há pessoas que procuram fazer os outros acreditarem que ela é um fenômeno, enquanto nem mesmo ela acredita nisso, se especializam em alguma área do conhecimento e convence a si mesmo que aqueles que não dominarem essa área, ao mesmo nível que ela, são inferiores. E a forma de mostrar que essas pessoas são inferiores são “debates intelectuais” onde, aquele que se acha superior escolhe o tema que ele próprio domina. Se essa pessoa pudesse, ela criaria campos de concentração para inferiores. Hitler teria orgulho desse filho. Acho que na hora botar em prática o que ele realmente sabe, ao invés de ficar balbuciando trechos de Platão e Sócrates por ai, ela preferiria dar um tiro em sua cabeça. Em nome do Führer.
Talvez com o avanço da tecnologia aumente o número de pessoas com estranhos costumes. O que dizer daquela pessoa que passa o dia em frente ao computador? Utilizar o computador de vez em quando é bom. Eu estou nesse momento escrevendo esse texto no meu computador. Mas temos que tomar cuidado para que essa vida virtual não tome lugar da sua vida social. Para que você não comece a achar que aquele mundo mágico, onde você é um guerreiro, é a realidade; e o nosso mundo, onde a sua maior aventura é passear em Shooping Centers, é um jogo. A informática, especificamente, a internet veio com a promessa de aproximar as pessoas, mas essa aproximação ainda está muito no campo virtual. Há pessoas que são extremamente desinibidas em sites de relacionamento, mas quando chegam a ficar na frente de alguém, ela possui uma timidez crônica. E não podemos esquecer que a informática se tornou um campo fértil para pessoas sexualmente desequilibradas (se é que isso pode ser chamado assim).
Cara. Eu já desviei totalmente do assunto inicial. É foda tentar escrever algo em um feriado de Finados, enquanto tenho que ficar em casa. Eu to de saco cheio. O tédio ta impregnado em mim. Eu preciso sair. Mas eu acho que dá pra tirar algum proveito do que escrevi. Falou e até o mês que vem seu idiota.HHHHHHhh iuijkljdsklflksdflkjhsdlhflkjsdhfjhsjlkfhjsdhfkjh