Quem nunca reclamou da vida quando está diante de uma enfermidade? Quem nunca disse que a vida é injusta quando a realização do seu sonho esbarrou em um obstáculo que você não soube ultrapassar? Se você respondeu que nunca se sentiu assim, você está mentindo, não só para os outros, mas para si mesmo também. Se você é um desses que reclamam, eu lhe digo para parar agora.
Há tantas pessoas na fila de um transplante que não sabem se vão estar vivas amanhã. Querendo a cada dia um dia a mais de vida. A vida que você acha uma droga. Se você pudesse, você daria um dia de sua vida para essas pessoas? Acredito que elas fariam mais proveito desse dia do que você, pois ao passar pelas situações que elas passam elas aprenderam a valorizar a vida. O sabor de um sorvete, um beijo, uma chuva; tudo isso ganha um novo significado quando você está prestes a perder tudo. Será que você terá que ficar a beira da morte pra aprender a dar valor na vida? Reflita.
Existem pessoas que acham legal se sentirem tristes. Ouvindo musicas deprimentes, maquiando seus olhos para parecer que estavam chorando e criticando a vida. Essas pessoas, em sua maioria, são adolescentes que ao invés de aproveitarem a energia que tem, preferem enxergar a realidade com a visão de um moribundo. Esses jovens são frutos de uma sociedade doente que os obriga a serem maduros precocemente, causando a eles uma maturidade distorcida diante da realidade. E com isso a fantasia se torna uma ótima válvula de escape. A sua auto-valorização dá lugar à valorização do outro sobre sua personalidade. E aos poucos as suas mentes vão se tornando telas em branco esperando alguém para preenchê-las como quiser, como astros da música criados por empresas empreendedoras, que encontraram nesse núcleo doente uma grande fonte de dinheiro. Você, jovem, prefere continuar assim? Ou aprender a ver a vida de forma saudável? Guarde a resposta para você.
É muito fácil criar argumentos para justificar sua forma de ver o mundo. Você pode mergulhar em uma imensa auto-valorização, só para disfarçar sua grande insegurança diante do mundo. Por exemplo, há pessoas que procuram fazer os outros acreditarem que ela é um fenômeno, enquanto nem mesmo ela acredita nisso, se especializam em alguma área do conhecimento e convence a si mesmo que aqueles que não dominarem essa área, ao mesmo nível que ela, são inferiores. E a forma de mostrar que essas pessoas são inferiores são “debates intelectuais” onde, aquele que se acha superior escolhe o tema que ele próprio domina. Se essa pessoa pudesse, ela criaria campos de concentração para inferiores. Hitler teria orgulho desse filho. Acho que na hora botar em prática o que ele realmente sabe, ao invés de ficar balbuciando trechos de Platão e Sócrates por ai, ela preferiria dar um tiro em sua cabeça. Em nome do Führer.
Talvez com o avanço da tecnologia aumente o número de pessoas com estranhos costumes. O que dizer daquela pessoa que passa o dia em frente ao computador? Utilizar o computador de vez em quando é bom. Eu estou nesse momento escrevendo esse texto no meu computador. Mas temos que tomar cuidado para que essa vida virtual não tome lugar da sua vida social. Para que você não comece a achar que aquele mundo mágico, onde você é um guerreiro, é a realidade; e o nosso mundo, onde a sua maior aventura é passear em Shooping Centers , é um jogo. A informática, especificamente, a internet veio com a promessa de aproximar as pessoas, mas essa aproximação ainda está muito no campo virtual. Há pessoas que são extremamente desinibidas em sites de relacionamento, mas quando chegam a ficar na frente de alguém, ela possui uma timidez crônica. E não podemos esquecer que a informática se tornou um campo fértil para pessoas sexualmente desequilibradas (se é que isso pode ser chamado assim).
Cara. Eu já desviei totalmente do assunto inicial. É foda tentar escrever algo em um feriado de Finados, enquanto tenho que ficar em casa. Eu to de saco cheio. O tédio ta impregnado em mim. Eu preciso sair. Mas eu acho que dá pra tirar algum proveito do que escrevi. Falou e até o mês que vem seu idiota.
Nenhum comentário:
Postar um comentário