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domingo, 22 de novembro de 2009

Os Artistas Paraenses no Mundos das HQs

Peter Parker sob a identidade Spiderman (Homem Aranha), atravessa Nova Iorque entre arranha-céus de dezenas de metros de altura enquanto luta contra Octopus e Duende Verde, dois de seus maiores inimigos. O quadrinhista da história da uma pausa no trabalho e bebe um copo d’água entre lápis, lapiseiras, borrachas e folhas de papel. A cena acontece dentro de um envidraçado e gélido ateliê da Marvel Comics, em Nova Iorque, e tem como astro um desenhista com trejeitos e sotaque do Greenwich Village, certo? Não.

Benedito Nascimento, ou Joe Bennett, paraense que até hoje vive no estado, é o protagonista da ação acima que, no entanto, acontece em sua casa, no município de Ananindeua. Por esse motivo Bené, ao lado de Miguel Imbiriba, Julia Bax e Otoniel Oliveira, é o motivo mais que suficiente para se ter orgulho de ser do Pará.

“Tento trazer o Pará para o meu traço”, diz Joe, que começou a carreira copiando os traços dos heróis da Marvel Comics, nos anos 70, e que duas décadas depois já trabalhava na famosa editora.

Direto de Paris para o Diário, Miguel Imbiriba, nascido em São Paulo, mas paraense em todos os sentidos, trabalha na editora Dargaud, onde faz a adaptação de “Lê Dernier Templeir”, inspirado no best-seller “O Ultimo Templário”, de Raymond Khoury, e paralelamente desenvolve uma série de histórias amazônicas, ainda sem data pra publicar. “É dessa forma que tento explorar meu lado paraense, a minha ‘caboquice’”, brinca ele, ao se referir carinhosamente ao Pará.

“Toda a minha família é paraense. Sou o que sou por todas as experiências e lugares onde passei. Adoro especialmente o sotaque paraense e as comidas regionais”, diz Julia Bax, que nasceu em Belém, depois foi morar em São Paulo e hoje está em Paris. Em 2006, ela recebeu o troféu HQ Mix, o mais importante dos quadrinhos brasileiros, como desenhista revelação, além de um premio de criação de personagens para o publico infantil, organizado pelo IMAF da Inglaterra, em 2005. Julia Bax cita com orgulho uma história de três paginas que desenhou e escreveu para o “MSP 50 – Mauricio de Souza Por 50 Artistas” álbum comemorativo dos 50 anos de carreira do desenhista.

Após esse giro pelo continente, os traços retorna a Belém, onde também mora e trabalha Otoniel Oliveira, macapaense com alma paraoara. Em seu portfólio destacam-se as graphic novels “Belém Imaginária” e “Encantarias”. “Como não conheço Nova Iorque e nossa realidade está distante dos super-herois americanos, priorizo a criação de historias que tenham a ver conosco, que a gente conheça e que faltam se explorados com maior profundidade”, diz Otoniel, que também fez parte do álbum MSP50.

Quadrinhos com Sabor Paraoara

· The Amazing Spider Man – Bené Nascimento começou a copiar os traços do Homem Aranha ainda na infância. Tanto treinou que no começo dos anos 90 acabou ingressando na Marvel Comics dos EUA e passou a desenhar profissionalmente, o herói. Também já desenhou histórias do Capitão América, Thor e Teen Titans.

· Galvez, O Imperador do Acre – Ambientada no cômico romance que conta a tentativa do jornalista espanhol Luiz Galvez Rodrigues de Arias de proclamar a independência do Acre em relação a Bolívia, a versão em quadrinhos foi lançada a cinco anos, com desenhos de Miguel Imbiriba, que agora trabalha na adaptação para quadrinhos de “O Ultimo Templário”.

· MSP50 – a quadrinhista Julia Bacellar, também conhecida como Julia Bax, foi uma das desenhistas escolhidas para homenagear Mauricio de Souza, no álbum MSP 50. Ela desenhou, pintou, com seu estilo próprio, e escreveu uma historia de três paginas, onde aparecem os personagens Cebolinha, Chico Bento e Louco.

· Belém Imaginária e Encantarias – Quadrinhos que abordam, com boa dose de conhecimentos,os mitos do norte do Brasil. Otoniel Oliveira também liderou o projeto “Pretérito Mais Que Perfeito”, lançado em 2008 e que é um conto sobre Belém que vai do final de século XIX e chega até o final do século XXI. A curiosidade é que a ação começa a partir de um banco da Praça da Republica, no centro da cidade.



Matéria de Sérgio Augusto publicada no Diário do Pará em 22/11/09

sábado, 14 de novembro de 2009

Little John, uma criança da noite


"Meia noite e onze (00h11min) Mostra o relógio. Do dia das bruxas, em seguida o calendário"

Little John esta se preparando pra sair.

Pensando: o cigarro acabou... Vou comprar mais.

Antes, vai terminando sua bebida.

Olha pela janela do seu apartamento no 5° andar, as ruas estão movimentadas, crianças em suas fantasias indo de um lado pro outro com suas gostosuras e travessuras.

Deixa o copo na geladeira quando termina e vai se vestir.

Não é vaidoso. Tem certo cuidado ao escolher as roupas. Não quer chamar atenção.

Discreto. Ao menos tenta ser. Ate onde sua beleza lhe permite. Escolhe a camisa branca de botões e o terninho preto habitual. Um jeans e botas pra quebrar a seriedade.

Sai às ruas e vê pessoas cantando e dançando. Uma celebração estranha. Uma saudação as bruxas?! As vilãs dos contos de fada.

Segue até a loja de conveniência tranqüilo. Pensando no ano que esta terminando...

Compra os cigarros e saindo da loja procura o isqueiro nos bolsos, e os estouros lhe chamam atenção, olha pra cima e vê fogos no céu. Percebe que esqueceu o fogo em casa. Volta em direção à loja e na porta uma garota lhe oferece fogo.

Parece mais um garoto: cabelos curtos (tipo militar), brincos grosseiros, jaqueta preta e calças folgadas.

- feliz dia das bruxas!

CLICK do isqueiro

- pra você também.

Responde little John

- você vai à festa da Nina?

- por que, você vai?

- vou!

- não. Eu não conheço a Nina.

- e vai dormir tão cedo? E tão bem arrumado?

Sorri

- não sei... Talvez veja um filme.

- meu carro ta logo ali, se tiver afim.

No carro ta tocando Johnny cash – personal jesus

- e por que você daria carona a um estranho?

Pensando: porque as pessoas insistem em confiar em gente bonita?!

- eu sou Clarisse e você?

Estende a mão

- John, Little John. É como me chamam...

Olha pros lados

Clarisse também olha desconfiada

...Bonito nome o seu!

- viu? Alem de bonito é gentil.

Pegando no queixo de John

- tudo bem

Entram no carro

Na casa umas horas depois

Os dois bebem e conversam na cozinha. Os amigos de Clarisse olham pra John e ela devolve olhares SÉRIOS pra eles. Um sorrisinho vez ou outra.

Faz perguntas que fazem John pensar que ela esta afim dele.

John tenta despistar e diz que vai ao banheiro.

Da uma volta e no segundo andar vê Clarisse se pegando com uma morena linda. De traços exóticos, Quase uma índia.

Pensa: que pretensioso!

Clarisse o percebe olhando. John meio que sem jeito:

- o banheiro vive ocupado. E quando voltei não te vi na cozinha.

- hun, vem aqui. Nesse deve da.

Ela mostra um banheiro num quarto.

Dentro do banheiro John encontra uma mulher na banheira, de uma beleza passiva e sedutora, de cabelos escuros na altura dos ombros e olhos grandes cor-de-mel, boca rosa e pele macia (John não resistiu ao toque), num vestido preto médio.

Chapada, mas ainda consciente ela percebe John olhando.

- vai ficar olhando?

John beija seu rosto, ela o agarra e beija sua boca com força.

Eles transam.

John beija o pescoço e a deixa extasiada. Desce um pouco pelos ombros, segura o braço esquerdo e morde o pulso. Ela tenta empurrá-lo no primeiro instante mais não consegue ignorar a lascívia e se entrega.

John tira os dentes e lambe a ferida, que some logo que passa a língua.

Continua a beijar o corpo ate o seio, também esquerdo, o que faz com que ela se contorça e comece um gemido que faz John suspirar e ofegar. Tanto que sente como se estivesse ficando alto.

Tira as presas e lambe o seio. A ferida também some.

John deita a moça e tenta acordá-la.

- qual o seu nome?

Ela só geme baixo.

Depois responde mais baixo ainda:

- Manu

John abre os olhos dela e como se a hipnotizasse diz:

- esqueça-me!

Fecha seus olhos.

Sai do banheiro e se sente meio zonzo, em instantes começa a ficar trôpego e cai no corredor.

Alguém escuta o barulho e traz Clarisse. Que tenta ajudá-lo a levantar.

- levanta John. Você é rápido ein! O que você usou?

- sh...

Com o pouco de razão que lhe resta Little John percebe que quase revela sua verdadeira natureza.

- sexo!

Disfarçando com uma voz bêbada.

- é, cê é rápido mesmo!

- me leva pra casa.

- já?

- po... Por favor.

- ta bem. Você acha que consegue me mostrar onde mora?

John balança a cabeça confirmando.

- sim... Vai po... Posto.

- levanta então, eu te ajudo.

No apartamento de John

- você vai ficar bem John?

- fecha... Cortinas.

Clarisse da uma olhada no apartamento enquanto vai fechá-las. As cortinas são pesadas, grossas.

Com mais atenção percebe que a decoração “revela” um John que não se consegue perceber nos primeiros olhares.

- o que será que ela usou?

- o que John? Ela quem? De quem cê ta falando?

- da garota que eu...

E apaga

Clarisse passa a mão no cabelo de John e o ajeita no sofá.

- se tiver me ouvindo John, eu vou anotar meu numero aqui, se quiser me liga depois.

ciao.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Darkseid, O Deus Sombrio


Personagem mais famosos de Jack Kirby para a DC, Darkseid surgiu em 1970, no período em que o artista encerrou sua histórica parceria com Stan Lee na Marvel, para trabalhar na editora concorrente como roteirista, desenhista e editor de suas próprias revistas. O projeto de Kirby começou na revista Jimmy Olsen, em uma trama que envolvia manipulação de DNA e cientistas renegados, até revelar o autor dos acontecimentos: Darkseid, um alienígena que se autodenominava um deus. Esse foi o conjunto de historias conhecido como Quarto Mundo, uma série de personagens criados por Kirby que estrearam em 1971 nas revistas New Gods, Forever People e Mister Miracle. Uma curiosidade, segundo o roteirista Mark Evanier, que na época trabalhava como assistente de Kirby: o rosto de Darkseid foi inspirado no ator Jack Palance, famoso apresentador da série Acredite se Quiser.

Quarto Mundo

As revistas contavam a historia dos Novos Deuses, um grupo de seres imortais e extremamente poderosos, criados a partir da morte dos Deuses Antigos, em um evento chamado Ragnarok. Nesse sentido, era evidente que Kirby queria dar um passo além da historias que ajudou a criar para a Marvel em Thor.
Os Novos Deuses vivem em um setor isolado do universo, divididos em dois planetas: Nova Gênese, um paraíso pacifista governado por Izaiah, o Pai Celestial, e Apokolips, um pesadelo industrial governado de forma tirânica por Darkseid. Em historias interligadas, os títulos desenvolviam uma trama, enquanto flashbacks mostravam o passado dos personagens. Dessa forma é contado que há 24 mil anos terrestres, nasceu Darkseid, que recebeu o nome de Uxas. Desde jovem, o príncipe mostrou grande sede por poder e conhecimento. Por ser o segundo na linha do trono, Uxas aguardou o momento de agir contra o seu irmão mais velho, Drax. O plano de seu irmão era tomar posse da lendária Força Omega, energia escondida nos subterrâneos do planeta. Com esse poder, Drax pretendia tranfosmar Apokolips em um mundo melhor e justo. Mas Uxas assassinou seu irmão e tomou a Força Omega para si. Ao se transformar em uma poderosa criatura de pele rochosa, mudou o seu nome para Darkseid. A origem completa do vilão foi retratada em 1997 numa minissérie escrita e desenhada por John Byrne para a revista Jack Kirby’s Fourth World.

A Guerra dos Deuses

Darkseid continuou príncipe, enquanto Heggra, sua mãe, governava o planeta. Nesse período, o deus sombrio se apaixonou por Suli, uma cientista de Apokolips. Contra a vontade de Heggra, os dois se casaram e tiveram um filho, Kalibak. A rainha acreditava que seu filho seria corrompido pelo amor, então ordenou que Suli fosse envenenada por Desaad, o torturador real. Depois disso, Heggra obrigou Darkseid a se casar com Tigra, uma união sem amor que trouxe ao mundo Orion, segundo filho do príncipe. Esses fatos destruiriam qualquer emoção em Darkseid, que passou a se dedicar somente a seus planos de conquista.
Pelas manipulações do vilão, as tensas relações com Nova Gênese se transformaram em uma guerra declarada. Aproveitando-se da situação, Darkseid usou o mesmo Desaad para envenenar e matar sua mãe, se tornar o novo rei e banir Tigra de Apokolips. Para encerrar a guerra com Nova Gênese, um delicado acordo foi estabelecido: Orion, o filho rejeitado de Darkseid, seria criado em Nova Gênese, enquanto que Scott Free, filho do Pai Celestial, seria criado em Apokolips.

Chegada à Terra

Scott Free foi educado nos orfanatos da Vovó Bondade, verdadeiros campos de concentração usados para destruir a força de vontade das pessoas e transforma-las em guerreiros leais a Darkseid. Mas o jovem fugiu de Apokolips para o distante planeta Terra, onde se transformou em um super-herói, o Senhor Milagre. Já Orion conseguiu superar sua natureza sombria e se tornou o mais forte guerreiro de Nova Gênese. Aliás, existe uma antiga profecia de que Orion está destinado a matar seu pai.
A fuga de Scott Free chamou a atenção de Darkseid para a Terra, pois o vilão percebeu que o planeta poderia conter pistas para sua grande busca, uma complexa teoria conhecida como equação antivida. Um dos conceitos mais originais criados por Kirby, a equação antivida seria um cálculo matemático que daria o controle absoluto sobre toda a vida a quem quisesse desvenda-lo. Dessa forma, o objetivo de Darkseid é se tornar a única criatura do universo com vontade própria, enquanto todos os outros seriam seus escravos de corpo e alma.
Darkseid descobriu que trechos da equação antivida estavam escondidos no subconsciente de alguns terráqueos. Dessa forma, o vilão criou uma quadrilha de criminosos com acesso a tecnologia de Apokolips, que auxiliava o vilão a encontrar as pessoas que guardassem partes da equação. A partir daí, se iniciaram diversos conflitos entre o tirano e os super-herois da Terra, especialmente o Superman.

Depois de Kirby

Considerada confusa pelo publico, New Gods e Forever People foram canceladas no numero 11, enquanto o Mister Miracle se manteve até o numero 18. Kirby acabou voltando para a Marvel e deixou sua saga sem conclusão. Apesar de algumas tentativas de retomar as historias do Quarto Mundo com outros artistas a verdade é que a DC nunca soube exatamente o que fazer com os personagens de Kirby, que viraram parte das HQs do Superman.
Darkseid só assumiria de novo um lugar de destaque em 1982, na Saga das Trevas Eternas, um dos arcos de historias mais famosos da Legião dos Super Heróis. A partir desse arco, Darkseid se estabeleceu como um dos grandes vilões da DC, com participação especial em importantes sagas como: Crise nas Infinitas Terras, Lendas, em que atuou como o principal vilão, Odisséia Cósmica e A Pedra da Eternidade que mostrava um futuro alternativo em que Darkseid venceu os heróis e dominou a Terra. Na década de 90 surgiria um terceiro filho do vilão, Grayven, um dos mais fieis seguidores de Darkseid.

Crise Final

No final de 2007, as séries Countdown e Death of the New Gods mostraram um misterioso personagem matando todos os Novos Deuses, inclusive Darkseid. Esses eventos preparam o terreno para a grande saga da DC para 2008 e 2009, Final Crisis. Escrito pelo polêmico e cultuado Grant Morrisson, a saga mostra todos os heróis da DC contra um invencível Darkseid, que voltou da morte e finalmente desvendou a equação antivida. O marketing da série gira em torno da frase “O dia em que o mal venceu” e os editores da DC garantem que essa é a maior batalha já vivida por seus heróis.
Infelizmente, nós do Blog “Taverna da Rampaze” estragamos o mistério, para aqueles que ainda não leram essa saga, quando publicamos a matéria sobre a morte do Batman. Supostamente Batman matou Darkseid, mas pagou com a própria vida. Essa morte está causando o surgimento de muitas teorias sobre o retorno do morcego. Enquanto isso Dick Grayson, que já foi o primeiro robin e usava o nome de Asa Noturna é o novo Batman e Darkseid continua morto, mas o soberano de Apokolips já enganou a morte antes.

Piores Atos de Darkseid

• A lavagem cerebral que fez o Superman atrair os rebeldes de Apokolips para uma armadilha, onde todos foram mortos. (Superman # 03 Volume 02, de 1987).
• A chacina na Ilha Paraíso, que matou parte da população das amazonas. (Wonder Woman # 104 Volume 02, de 1995).
• A morte de cerca 2000 lanternas verdes, que invadiram Apokolips para derrubar o tirano (Green Lantern 80 Page Giant # 03, de 1998).

Downloads

- A Saga das Trevas Eternas
parte1: http://www.badongo.com/file/9247549
parte2: http://www.badongo.com/file/9247580
parte3: http://www.badongo.com/file/9247600
parte4: http://www.badongo.com/file/9247624
parte5: http://www.badongo.com/file/9247638
parte6: http://www.badongo.com/file/9247664
parte7: http://www.badongo.com/file/9247702
- Lendas
- Odisséia Cósmica
- Crise Final

Matéria publica na revista Mundo dos Super Heróis n° 14

Caindo na ReaL - Mente Vazia, Oficina do Diabo


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Quem nunca reclamou da vida quando está diante de uma enfermidade? Quem nunca disse que a vida é injusta quando a realização do seu sonho esbarrou em um obstáculo que você não soube ultrapassar? Se você respondeu que nunca se sentiu assim, você está mentindo, não só para os outros, mas para si mesmo também. Se você é um desses que reclamam, eu lhe digo para parar agora.
Há tantas pessoas na fila de um transplante que não sabem se vão estar vivas amanhã. Querendo a cada dia um dia a mais de vida. A vida que você acha uma droga. Se você pudesse, você daria um dia de sua vida para essas pessoas? Acredito que elas fariam mais proveito desse dia do que você, pois ao passar pelas situações que elas passam elas aprenderam a valorizar a vida. O sabor de um sorvete, um beijo, uma chuva; tudo isso ganha um novo significado quando você está prestes a perder tudo. Será que você terá que ficar a beira da morte pra aprender a dar valor na vida? Reflita.
Existem pessoas que acham legal se sentirem tristes. Ouvindo musicas deprimentes, maquiando seus olhos para parecer que estavam chorando e criticando a vida. Essas pessoas, em sua maioria, são adolescentes que ao invés de aproveitarem a energia que tem, preferem enxergar a realidade com a visão de um moribundo. Esses jovens são frutos de uma sociedade doente que os obriga a serem maduros precocemente, causando a eles uma maturidade distorcida diante da realidade. E com isso a fantasia se torna uma ótima válvula de escape. A sua auto-valorização dá lugar à valorização do outro sobre sua personalidade. E aos poucos as suas mentes vão se tornando telas em branco esperando alguém para preenchê-las como quiser, como astros da música criados por empresas empreendedoras, que encontraram nesse núcleo doente uma grande fonte de dinheiro. Você, jovem, prefere continuar assim? Ou aprender a ver a vida de forma saudável? Guarde a resposta para você.
É muito fácil criar argumentos para justificar sua forma de ver o mundo. Você pode mergulhar em uma imensa auto-valorização, só para disfarçar sua grande insegurança diante do mundo. Por exemplo, há pessoas que procuram fazer os outros acreditarem que ela é um fenômeno, enquanto nem mesmo ela acredita nisso, se especializam em alguma área do conhecimento e convence a si mesmo que aqueles que não dominarem essa área, ao mesmo nível que ela, são inferiores. E a forma de mostrar que essas pessoas são inferiores são “debates intelectuais” onde, aquele que se acha superior escolhe o tema que ele próprio domina. Se essa pessoa pudesse, ela criaria campos de concentração para inferiores. Hitler teria orgulho desse filho. Acho que na hora botar em prática o que ele realmente sabe, ao invés de ficar balbuciando trechos de Platão e Sócrates por ai, ela preferiria dar um tiro em sua cabeça. Em nome do Führer.
Talvez com o avanço da tecnologia aumente o número de pessoas com estranhos costumes. O que dizer daquela pessoa que passa o dia em frente ao computador? Utilizar o computador de vez em quando é bom. Eu estou nesse momento escrevendo esse texto no meu computador. Mas temos que tomar cuidado para que essa vida virtual não tome lugar da sua vida social. Para que você não comece a achar que aquele mundo mágico, onde você é um guerreiro, é a realidade; e o nosso mundo, onde a sua maior aventura é passear em Shooping Centers, é um jogo. A informática, especificamente, a internet veio com a promessa de aproximar as pessoas, mas essa aproximação ainda está muito no campo virtual. Há pessoas que são extremamente desinibidas em sites de relacionamento, mas quando chegam a ficar na frente de alguém, ela possui uma timidez crônica. E não podemos esquecer que a informática se tornou um campo fértil para pessoas sexualmente desequilibradas (se é que isso pode ser chamado assim).
Cara. Eu já desviei totalmente do assunto inicial. É foda tentar escrever algo em um feriado de Finados, enquanto tenho que ficar em casa. Eu to de saco cheio. O tédio ta impregnado em mim. Eu preciso sair. Mas eu acho que dá pra tirar algum proveito do que escrevi. Falou e até o mês que vem seu idiota.HHHHHHhh iuijkljdsklflksdflkjhsdlhflkjsdhfjhsjlkfhjsdhfkjh

terça-feira, 13 de outubro de 2009

IRON MAN




O Homem de Ferro (Iron Man, em inglês) é um personagem de HQ da Marvel Comics. Sua identidade secreta é o empresário Anthony Edward Stark. O Homem de Ferro foi criado por Stan Lee em 1963, com projeto de Don Heck nos desenhos, sua primeira aparição foi em Tales of Suspense # 39 e foi publicada no Brasil em Heróis da TV # 100.
Como Tony Stark, o Homem de Ferro é um gênio da engenharia de automação. Nunca faltou dinheiro para seus projetos, pois herdou a fortuna e os empreendimentos de seu pai aos 21 anos, quando este faleceu em um acidente. Dada a sua juventude, criou para si uma fama de playboy milionário. Essas características foram inspiradas no milionário americano da vida real, Howard Hughes.

Origem

Durante a guerra do Vietnã, o inventor e industrial Tony Stark aproveitou a oportunidade para melhorar o armamento americano, e ampliar sua fortuna. Em sua primeira visita ao Vietnã acabou acidentalmente acionando uma armadilha, Stark sobreviveu à explosão, mas estilhaços da bomba atingiram seu coração. Os vietcongues o capturaram e foi levado até o líder Wong Chu. Restavam apenas alguns dias de vida para o americano, e Wong Chu o forçou a criar uma poderosa arma e prometeu que depois ele seria operado dos estilhaços. Tony decidiu obedecer, mas não criou uma arma, e sim algo que o mantivesse vivo e permitisse derrotar o vietcongue. Preso com ele estava outro gênio, o professor Yin Sen. Stark revelou seu plano ao professor, e Yin Sen o ajudou a construir a armadura que o manteria vivo. Inventou um traje especial, um exo-esqueleto superequipado semelhante a uma armadura.
Quando Stark experimentava a armadura, homens de Wong Chu se aproximaram. Para impedir que entrassem na sala e interrompessem o processo que recuperaria o coração de Tony, o velho professor começou a gritar contra a tirania para lhes chamar a atenção. O cientista foi fuzilado. Mas foi o tempo suficiente para que Stark se recuperasse e se acostumasse a usar a estranha e patética armadura cinza que criaram.
O Homem de Ferro enfrentou as tropas e as derrotou, sua armadura resistia aos disparos contra ele. Wong Chu tentou fugir, e o Homem de Ferro incendiou o galpão de munições fazendo com que a explosão o matasse. Wong Chu foi morto e os prisioneiros libertados.
Desde então Stark desenvolveu novas versões de sua armadura, e adotou as cores vermelho e dourado como os padrões da armadura. Com o traje cada vez mais aperfeiçoado, Tony Stark passou a atuar como super-herói, combatendo toda sorte de inimigos dos Estados Unidos.
No começo de suas atuações, e para que ninguém desconfiasse, Stark espalhou o boato de que o Homem de Ferro era seu guarda-costas. Nas aventuras dos anos 70 e 80, era comum heróis, vilões e coadjuvantes do Universo Marvel se referirem ao Homem de Ferro como "o lacaio de armadura". Apenas seu motorista, Harold "Happy" Hogan, e sua secretária, Virginia "Pepper" Potts, sabem da identidade secreta de Stark.
Na versão original Tony Stark colaborava com as forças armadas americanas, desenvolvendo armas e maquinários destinados aos confrontos da Guerra Fria. Seus inimigos frequentes eram os comunistas (russos, asiáticos ou latino americanos), enfrentando como Homem de Ferro rivais tecnológicos como o Dínamo Vermelho (ou Escarlate) e o primeiro Homem de Titânio, ou espiões especiais como a Viúva Negra e o Espião Mestre. Duramente atacado na época da reação à Guerra do Vietnã, amenizou sua postura anticomunista.

Evolução da Armadura de Ferro

A armadura era baseada na então recente tecnologia dos transístores, que as vezes eram chamados de "transístores miniaturizados". A principal arma era chamada de "raio repulsor", expelido das palmas das mãos da armadura. Logo depois das primeiras histórias, Stan Lee ouviu opinião de alguns empregados da Marvel e resolveu tornar a aparência do herói mais agradável: mudou a cor da armadura para dourado, passando o Homem de Ferro a ser chamado durante algum tempo de O Vingador Dourado.
As constantes inovações tecnológicas levaram o traje a ser sempre modificado em sua aparência. Dos transistores iniciais, ele agora se baseia em chips e nanotecnologia. Várias versões da armadura foram criadas para situações específicas, como uma versão espacial, e outras para fins de espionagem e atuações submarinas sob grande pressão. Houve duas bem específicas: uma gigante, usada para caçar o Hulk; e outra confeccionada especificamente para funcionar com a energia de uma pedra asgardiana.
Em 2005, a armadura do Homem de Ferro já estava em sua 49ª versão, apesar de que muitas das versões anteriores apresentavam apenas pequenas alterações.
Em 2008 foi alterada novamente, para que no filme aparecesse reluzente.

Os Vingadores

Geralmente ele atua como herói junto dos Vingadores, sendo que é membro desde a primeira formação da equipe. É um grande amigo do Capitão América. Juntamente com Thor, o Homem-Formiga, a Vespa e Hulk, fundou os Vingadores. A mansão deste super-grupo foi doada por Stark e serviu como base dos super-heróis desde as primeiras histórias.
O Homem de Ferro chegou a criar outro grupo de super-heróis, que no Brasil ficou conhecido como Força Tarefa.



Aventuras Recentes

a) Uma fase complicada

Stark foi levado à falência por um rival chamado Obadiah Stane (criador da armadura do Monge de Ferro), que o levou a um colapso emocional e problemas com alcoolismo. Ele teve de abandonar a identidade do Homem de Ferro, transferindo-a para um de seus empregados, o ex-militar James Rhodes. O segundo Homem de Ferro agia sob as instruções de Tony Stark e participou de momentos decisivos da cronologia do universo Marvel (como, por exemplo, as Guerras Secretas). Stark recuperou-se financeiramente criando uma nova companhia, a Circuits Maximus, mas enquanto a reerguia, Rhodes continuou no controle do traje. Com o tempo Rhodes foi se tornando cada vez mais agressivo, beirando a loucura. O motivo disso era o traje estar calibrado para funcionar em conjunto com a mente de Tony Stark. Depois de salvar Rhodes e derrotar Stane, Tony decidiu se dedicar a destruir todos os trajes de combate baseados no seu, por serem perigosos demais. Essa perseguição aos vilões cibernéticos teve uma conclusão trágica quando Stark, ao lado da Viúva Negra e de um novo Dínamo Escarlate - o militar russo Valentin Shatalov - enfrentaram o ensandecido Homem de Titânio original (Boris Bullski).
Indignado com a Rússia, ele fugiu de uma base militar e tentou matar Tony Stark durante uma cerimônia de inauguração de uma fábrica da Stark em solo russo.
Após enfrentar Homem de Ferro, Viúva e Dínamo, o Homem de Titânio fugiu - não sem antes quebrar a perna do Dínamo. Sensibilizado, Stark assumiu a armadura do herói russo e saiu no encalço do perturbado Homem de Titânio. A batalha teve um fim trágico no antigo campo espacial de Baikonur, ex-sede do programa espacial russo. Controlando a armadura à distância, Shatalov acionou o canhão de fusão e, literalmente, arrasou o Homem de Titânio - e, por tabela, metade das instalações. Bullski morreu dentro da armadura que, ironicamente, se tornara seu corpo com o decorrer dos anos, visto que não podia mais se separar dela devido aos procedimentos usados para a montagem da mesma.
A esse choque psicológico, se seguiu outro físico: o uso constante do traje do Homem de Ferro estava destruindo o sistema nervoso de Tony Stark. Enfraquecido e, mais tarde, paraplégico após ser baleado por uma ensandecida ex-amante, Stark não podia mais lutar em pessoa e teve que desenvolver uma versão do traje do Homem de Ferro controlável à distância. Quando essa versão provou não ser suficiente ante uma ameaça em particular, Stark produziu uma nova armadura, mais poderosa que veio a ser chamada de Máquina de Combate. Essa foi mais eficiente contra seus inimigos, mas tinha os mesmos efeitos que sua armadura antiga sobre sua saúde. Muito tempo depois, Stark recobrou a mobilidade das pernas após - literalmente - exigir o uso em si mesmo de um revolucionário biochip.
Stark decidiu fingir sua morte enquanto se recuperava. Rhodes, que não foi avisado sobre esse plano, assumiu o comando das Empresas Stark e da Máquina de Combate. Quando Stark reapareceu curado, Rhodes ficou furioso por ele ter enganado a ele e a outros amigos e partiu, levando consigo a Máquina de Combate.
Rhodes passou a atuar esporadicamente usando o traje do Máquina de Combate. A mini-série War Machine lançada em 2004 pelo selo Marvel Max mostrou Rhodes no comando de um esquadrão formado por várias Máquinas de Combate a serviço da S.H.I.E.L.D. Tony Stark, que havia brigado com Rhodes, é mostrado furioso e confuso pelo fato dessa agência governamental ter conseguido acesso à sua tecnologia robótica secreta.

b) Extremis

A médica Maya Lopes desenvolveu um vírus que foi injetado no terrorista Mallen. Este vírus garantia superforça, fator de cura bem avançado, velocidade, e no caso de Mallen, fogo e raios.
Após uma sangrenta batalha, o Homem de Ferro sai muito ferido e é levado para o hospital de Maya, que o convence de que a única forma de sobreviver seria injetando o vírus Extremis nele.
Tony Stark aceita receber o vírus, mas como antes ele havia feito alguns 'upgrades' na armadura, fazendo com que a primeira camada da armadura saisse dos orificios de seus ossos. Como ele mesmo diz, "agora Tony Stark é o Homem de Ferro, por dentro e por fora", o vírus beneficiaria a mesma em conjunto com seu corpo.
Após a injeção do virus, ele luta contra Mallen, luta esta que resulta na morte do terrorista.

c) Civil War

Quando os Novos Guerreiros atacam um grupo de super-vilões em seu programa de TV, um deles se detona e destrói a metade de um bairro de classe média nos Estados Unidos. O medo de seres poderosos faz com que o governo americano crie uma lei obrigando o registro de cidadãos com super poderes. Isso dá início a saga Guerra Civil, que coloca em lados opostos os antes aliados, Capitão América (pela liberdade dos cidadãos de seu país) e Homem de Ferro (trabalhando para o governo e apoiando o registro). O fim da saga mostra a suposta vitória do grupo liderado pelo Homem de Ferro, com a subsequente prisão e morte do Capitão América.
Nesta saga da Marvel, se descobre que o Homem de Ferro é um dos Illuminati. Sociedade secreta dos heróis mais poderosos e influentes que determinam, de certa forma, os destinos dos outros entes super-poderosos do planeta. Esse grupo é composto por Homem de Ferro, Reed Richards, Namor, Doutor Estranho, Raio Negro e Charles Xavier (Professor X).
As decisões deste poderoso grupo, de alguma forma, influenciaram nas vidas de todos os super heróis e vilões do Universo Marvel, como o exílio do Hulk para outra galáxia (Saga Planeta Hulk). Mais recentemente, os Illuminatis são os personagens e alvos principais da nova saga da Marvel, "Hulk contra o Mundo".

Poderes

Tony Stark não possui nenhum poder além de seu grande intelecto, mas seu traje possui vários apetrechos tecnológicos. A armadura é o testemunho da genialidade de seu criador. A parte interior é revestida de titânio com ouro, sendo enrijecida por um campo magnético. Geralmente, ela é guardada dentro da sala executiva de Stark, num compartimento secreto. Possui diversos equipamentos (computador de navegação, diversos tipos de sensores, sistemas de iluminação, emissores de pulso eletromagnéticos, sonar, disruptor sônico, compartimentos de reserva de oxigênio), entre muitos outros apetrechos.
A maioria dessas habilidades não estavam presentes no traje original do Homem de Ferro, datado de 1963.
Após a injeção do vírus Extremis, Tony Stark ganhou vários novos poderes: força e velocidade sobre-humana, e com uns dos upgrades que ele fez nele mesmo, agora ele pode se conectar em qualquer rede, incluindo satélites, celulares, etc., ou seja, ele "enxerga" com a mesma precisão de um satélite.

Principais Inimigos
• Obadiah Stane ou Monge de Ferro
• Mandarim
• Doutor Destino (Poucas, mas memoráveis batalhas/alianças)
• Unicórnio
• Estrela Vermelha
• Fantasma Vermelho
• Controlador
• I.M.A.
• Dínamo Vermelho
• Homem de Titânio
• Espião Mestre
• Justin Hammer
• Robo Arsenal
• Laser Vivo
• Viúva Negra
• Conde Nefária
• Fin Fang Foom

Principais Aliados
• Madame Máscara
• Michael O'Brien, o Guardião.
• Bethany Cabe
• Janice Cord
• Nick Fury e S.H.I.E.L.D
• Capitão América e Thor e todos os outros hérois (incluindo Vingadores, Quarteto Fantástico, X-Men e etc.).

Em outras mídias

a) Animação
Nos anos 60, Homem de Ferro foi um dos cinco heróis adaptados na série The Marvel Super Heroes. A animação era limitada, basicamente uma transcrição dos quadrinhos, e a série ficou conhecida pela música tema (no Brasil, traduzida como "Tony Stark / Tira onda / Que é cientista espacial / Mas também é / Homem de Ferro / Elétrico, atômico, genial").
• Iron Man, outra série animada fora lançada em 1994, durando duas temporadas com Robert Hays fazendo o herói na dublagem original. Essa versão também participou em episódios dos desenhos animados do Hulk e do Homem-Aranha que passavam ao mesmo tempo. Um filme animado, O Invencível Homem de Ferro, foi lançado em DVD em 2007, e uma nova série, Iron Man: Armored Adventures, foi lançada na Nickelodeon em 2009.
O Homem de Ferro também fez pontas no desenho dos anos 80 Homem-Aranha e Seus Incríveis Amigos, e na animação recente do Quarteto Fantástico.

b) Filme
Com direção de Jon Favreau e protagonizado por Robert Downey Jr. como Tony Stark, o filme estreou no Brasil em 30 de abril de 2008. No filme temos a origem do Homem de Ferro, que mostra a trajetória de um homem que, de um rico e playboy famoso, dono da maior empresa fornecedora de armas para o exercito americano, passa a ser o defensor dourado contra o crime. O primeiro filme, inteiramente produzido pela Marvel (a Paramount Studios apenas distribuiu), foi muito bem-sucedido, recebendo boas críticas e faturando $566 milhões mundialmente (a segunda maior bilheteria do ano). Estão previstas, mas duas continuações.
Robert Downey Jr. também faz uma ponta como Tony Stark, na cena final do filme "O Incrível Hulk" de 2008.

b) Games
Três jogos foram estrelaram pelo herói: Iron Man and X-O Manowar in Heavy Metal (Acclaim, 1996, diversas plataformas), The Invincible Iron Man (2002, Game Boy Advance) e Iron Man (Sega, 2008, diversas plataformas), a última sendo uma adaptação do filme.
O personagem também é jogável em Captain America and the Avengers (1991) , Marvel Super Heroes: War of the Gems (1996), nos jogos de luta da Capcom (Marvel Super Heroes, e a série Marvel vs. Capcom), Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects e Marvel Ultimate Alliance. O Homem de Ferro aparece como personagem secreto nos jogos Tony Hawk's Underground (após terminar o jogo) e X-Men Legends II: Rise of Apocalypse (após achar as 4 partes de sua armadura nas 4 primeiras fases e na quinta fase encontrar Tony Stark).
Tony Stark e suas empresas fazem uma ponta no jogo de 2005 do Justiceiro, e no jogo de 2008 The Incredible Hulk, o Homem de Ferro aparece para enfrentar o Hulk caso este cause muita destruição.

Links para downloads

Iron Man Volume 1 # 01 a 10

#01 http://www.badongo.com/file/7821962

#02 http://www.badongo.com/file/16100353

#03 http://www.badongo.com/file/7822035

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

The Spirit de Will Eisner


THE SPIRIT

Criado pelo desenhista, roteirista e editor Will Eisner, nome mais influente do quadrinho americano, o Spirit surgiu junto com a febre dos super-herois que dominou a indústria das HQs em 1938, com a chegada do Super Man. Com trabalhos sob encomenda para diversas editoras, Eisner criou uma leva de super-herois para atender o novo mercado, como Blackhawk, Black Condor, Doll Man, Tio Sam e até Wonder Man, um plágio descarado do Super Man. Mas foi a partir de um convite de Everett M Arnold, um dos editores da Quality Comics, que as comics ganharam novos rumos. Eisner foi chamado para produzir a historia principal de um novo formato de quadrinhos publicados em jornais. Ao invés de distribuir as historias como tiras, todas seriam reunidas em um suplemento de 16 páginas, para ser vendido junto à edição de domingo.
Eisner não planejava nada relacionado a super-herois, já Everett não abria mão do conceito. Depois de algumas discussões, estreava em 2 de junho de 1940, na primeira edição do Comic Book Section um super-herói muito diferente dos outros: The Spirit, um detetive mascarado que se envolvia com belas e mortais criminosas, se feria e nem sempre vencia no final.

Origem

A primeira historia de Spirit começa com o ultimo caso de Denny Colt, detetive de Central City no encalço de um cientista renegado. O Dr. Cobra. Após invadir o seu covil, Denny é exposto a um produto químico, dado como morto e enterrado no cemitério de Wildwood. O que ninguém poderia imaginar é que o produto de Cobra não causava a morte, mas uma espécie de catalepsia. Ao acordar dentro de um caixão Denny arromba a própria tumba e, desorientado, procura seu grande amigo, o Comissário Dolan, para contar a sua historia. Ao perceber que poderia se beneficiar com a situação, Denny se muda em definitivo para um jazido de cemitério e passa a caçar e prender criminosos procurados, “vivendo folgadamente com o dinheiro arrecadado com recompensas”, nas palavras do próprio Dolan.
Para ocultar sua identidade, nada além de uma pequena máscara azul, que segundo a lenda, foi uma imposição de Everett para o visual ficar mais heróico. No combate ao crime, o detetive nunca usava armas e contava apenas com a intuição e seus punhos. Eventualmente, o Spirit recebia a ajuda de Dolan ou de Ébano Branco e Gordura, dois garotos que agiam como
informantes.

Uma Revolução

O Spirit pode ser considerado revolucionário em todos os sentidos. Arte e argumento se fundiam de forma única, em obras primas de sete paginas lançadas a cada suplemento, que ficou conhecido como The Spirit Section. A temática fugia do convencional, ao mostrar um homem comum sem poderes ou uniformes colantes, usando de inteligência e malandragem contra os criminosos, na melhor tradição do romance policial de autores como Raymond Chandler, em historias repletas de detetives durões e mulheres fatais. Aliás, mulheres fatais são um capitulo à parte: sedutoras e mortais, Silk Satin, Sand Saref, Silken Floss, P’Gell e muitas outras sempre foram o ponto fraco do herói conquistador, apesar de seu eterno namoro com a filha do comissário.
Outro detalhe inovador é que, assim como na vida real, o Spirit podia perder. Seus casos nem sempre eram resolvidos, os bandidos podiam se safar no ultimo momento e às vezes em que o detetive foi espancado, quebrou partes do corpo ou foi atingido por tiros e facadas mostravam aos leitores que a vida de combatente do crime não era fácil.
Quanto às referencias, fica claro que o Spirit recebeu influencias do Dick Tracy de Chester Gould, principalmente em relação à galeria de vilões. Mas a grande influencia da série sempre foi o cinema. Silk Satin foi inspirada em Katherine Hepburn, no filme Sylvie Scarlet, e P’Gell é muito parecida com a atriz Lauren Bacall.
A linguagem cinematográfica aparecia descaradamente no desenho de Eisner e pode-se dizer que o artista reinventou a forma de fazer quadrinhos ao inovar em enquadramento, iluminação, cortes e ritmo de narrativo. Isso elevou os quadrinhos a um novo nível com soluções utilizadas até hoje pelos desenhistas. As referencias ao cinema eram tantas que Eisner já foi chamado de “Orson Welles das HQs”, da mesma forma que Spirit é considerado o seu Cidadão Kane.

Esforço de Guerra

Em 1942, Eisner foi convocado pelo exercito americano para produzir cartazes e tiras para divertir e educar as tropas, mas isso não o impediu de enviar pelo correio rascunhos e idéias de roteiro do detetive mascarado para serem finalizadas por seu estúdio. Ao final de 1942, o Spirit passou a ser produzido de forma integral pelos artistas do estúdio, em especial Lou Fine nos desenhos e William Woolfok e Manly Wade Wellman, nos roteiros que atuavam como “colaboradores fantasmas”, sem assinar os trabalhos. Apesar de não manter o mesmo nível das historias originais, a equipe conseguiu segurar a publicação e o interesse do público.
Importantes nomes das Hqs passaram pelo estúdio de Eisner. Artistas como Bob Kane (Batman), Jack Kirby (Capitão América), Jack Cole (Homem Borracha), Joe Kubert (Sargento Rock), Wally Wood (Demolidor), George Tuska (Homem de Ferro), Jules Feiffer (cartunista do The Village Voice) e o haitiano André LeBlanc (Fantasma), que anos mais tarde se mudaria para o Brasil, onde realizou diversos trabalhos para a Ebal.

Melhor Fase do Herói

Em 1945, Eisner recebeu dispensa do exercito e voltou cheio de idéias para produzir as Hqs do seu herói detetive. È o inicio do que os especialistas consideram a “fase de ouro” do Spirit, com as famosas paginas de abertura em que o logotipo do mascarado sempre surgia de uma forma diferente. Também foi o período em que diversas vezes o Spirit se tornou coadjuvante em suas próprias Hqs, que se focavam cada vez mais nos dramas do homem comum, como na comovente historia de Gerhard Shnobble, um homem que sonhava em voar.
Por fim, com a declaração de que tinha feito tudo o que era possível dentro daquele universo, Eisner encerrou a produção do Spirit em 28 de setembro de 1952, com a incrível soma de 12 anos ininterruptos publicados, mais de 600 historias, cinco milhões de leitores semanais no auge da popularidade e uma tira diária para jornais que durou de 1941 a 1944. É importante citar que grande parte do sucesso de Spirit se deve ao total controle de Eisner sobre sua obra, ao contrario dos outros personagens criados pelo artista, que se tornaram propriedade das editoras que encomendavam os trabalhos.
Depois do fim, diversas editoras tentaram republicar historias do Spirit em projetos de curta duração. Entre as iniciativas que merecem destaque, está um numero do New York Magazine de 1966 e mais duas edições de uma revista lançada pela Harvey Comics, que não tivera continuidade. Em 1972, a Kitchen Sink lançou duas coletâneas do personagem, que foram o inicio do grande projeto da editora. A partir de 1983, a Kitchen passou a republicar historias do detetive mascarado, em 10 anos contínuos de um cuidadoso trabalho editorial. Isso gerou fôlego suficiente para a primeira experiência fora das telas com o detetive, um filme televisivo do Spirit produzido em 1986, que pretendia ser o piloto de um seriado. Uma pena que os produtores não conseguiram o humor irônico e sutil do herói. Aliado ao baixo orçamento, uma trama passada nos anos 80 e um ator pouco carismático no papel principal (Sam Jones, o Flash Gordon do filme de 1980), o projeto fracassou. Mas esses deslizes não macularam em nada a reputação do personagem nos quadrinhos, que no final da década de 90 passou a ser republicado pela DC Comics, na série de encadernados de luxo Will Eisner’s The Spirit Archives.
Ainda em 1997, a Kitchen Sink publicou oito edições de The Spirit – The New Adventures, uma fantástica coletânea com as maiores estrelas dos quadrinhos prestando homenagem em historias inéditas com o detetive. Participaram do projeto artistas como Alan Moore, Neil Gaiman, Dave Gibbons, Paul Chadwick, Eddie Campbell e Moebius.

O Retorno

No final de 2006, a DC lançou uma edição especial estrelada por Batman e Spirit, que deu inicio a uma nova revista mensal, com arte e argumento de Darwyn Cooke (DC: A Nova Fronteira), encarregado da difícil tarefa de continuar o trabalho de Eisner, além de atualizar o detetive aos nossos tempos. Cooke desenvolveu um elogiado trabalho, seguido pela atual equipe criativa, Mark Evainer e Sergio Aragonés nos roteiros e Paul Smith na arte. A escolha de surpreendeu os leitores, já que Evainer e Aragonés são famosos por seu trabalho humorístico. Mas os artistas também são fanáticos pelas historias de Eisner e têm mantido o bom nível da revista.
Infelizmente, Eisner não chegou a ver a continuidade de seu trabalho pois morreu em 2005, aos 87 anos no Centro Médico da Flórida, em Lauderdale Lakes. Em homenagem ao autor, a mais famosa premiação doa quadrinhos leva o seu nome, o Prêmio Eisner, criado em 1988.

Um Espírito no Brasil

A historia do Spirit em nosso país é longa e passa por diversas editoras que, desde a década de 40, publicam os casos do detetive. Passando por pioneiros como Suplemento Juvenil, Globo Juvenil e Gibi Semanal, coletâneas muito parecidas com The Spirit Section, até a ultima série de encadernados lançados pela Acme na década de 90. As novas historias do herói vem sendo publicadas pela Panini Comics, mas o material clássico do personagem continua sem novas republicações. Isso é uma pena, já que em suas diversas visitas ao Brasil, Eisner dizia que era mais reconhecido aqui do que nos Estados Unidos. O autor fez grandes amizades entre os quadrinhos nacionais e foi tema de um documentário, o Will Eisner – Profissão Cartunista.

De volta as telas

O anuncio de um filme do Spirit, escrito e dirigido por Frank Miller – um dos maiores discípulos de Eisner – fez a alegria dos fãs. Grande conhecedor do universo do personagem, Miller destacou um time de beldades para interpretar as mulheres da vida do detetive, com Eva Mendes (Sand Saref), Scarlett Johansson (Silken Floss), Sarah Palson (Ellen Dollan) e Paz Vega (Plaster de Paris). Curiosamente, Miller não utilizou duas das personagens mais famosas das Hqs, Silk Satin e P’Gell, prova de que o diretor guardou munição para uma possível continuação.
Mas as polemicas começaram assim que as primeiras imagens foram divulgadas. Os leitores ficaram em duvida sobre o que esperar da adaptação, que ganhou visual semelhante a Sin City, filme baseado numa revista de auditoria do próprio Miller e estranhas declarações do diretor, de que o Spirit (Gabriel Macth) teria superpoderes. Isso somado as fotos que mostram de forma caricata o vilão Octopus (Samuel L. Jackson), personagem que nunca mostrou o rosto nas Hqs, só aumentou a apreensão dos fãs. A produção estreou nos Estados Unidos em 25 de dezembro, com criticas negativas e uma bilheteria abaixo do esperado, indícios de que talvez Miller tenha se dedicado demais ao visual do filme e pouco ao roteiro.
Mas seja qual for o resultado nos cinemas e mesmo com décadas de distancia, as divertidas e humanas tramas, do detetive mascarado continuarão a encantar gerações de leitores.

Matéria extraída da revista Mundo dos Super-herois n°14 de fevereiro de 2009

downloads:

Batman/Spirit
http://www.mediafire.com/?cktfwfmdbyj

Série de 2007

The Spirit #01
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The Spirit #02
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The Spirit #03
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The Spirit #04
http://www.mediafire.com/?wftueetmbng
http://www.mediafire.com/download.php?nmvnglymlte
The Spirit #05
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The Spirit #06
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The Spirit #07
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The Spirit #08
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The Spirit #09
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The Spirit #10
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The Spirit #11
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The Spirit #12
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