
Indivíduos que elaboram e modificam softwares e hardwares de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas, seja adaptando as antigas. Essa é a definição da palavra “hackers”, segundo a enciclopédia Wikipédia. Ou seja, ao contrario de como ficaram conhecidos, os hackers são, nas verdade, profissionais que na maioria das vezes utilizam seu conhecimento para melhorar softwares de forma legal.
Entretanto, assim como existem profissionais nas mais diversas áreas de atuação, há os hackers que se valem de seu talento e conhecimento para burlar os dispositivos de segurança das empresas visando conseguir informações confidenciais. Mas, nesse momento, eles assumem outra identidade: crackers, os verdadeiros vilões da informática.
A palavra “cracker” refere-se a programadores que agem com o intuito de violar ilegalmente sistemas cirbeneticos. Portanto, quando tomamos conhecimento de um hacker que comete crimes na web, o melhor é chama-lo de cracker. Esses ciberpiratas usam tecnologia para invalidar computadores, descumprindo a lei em beneficio próprio. Resumindo: todo hacker mal-intencionado é um cracker.
UMA PROFISSÃO
Atualmente, as mídias impressa, eletrônica e audiovisual vem utilizando termo “cracker” pelo simples motivo de que o “hacker” é considerado uma profissão. Pode-se, inclusive, dizer que os “bons” hackers combatem os crackers, na medida em que identificam ameaças e vulnerabilidades desconhecidas para a empresa à qual trabalham, minimizando assim o risco de os “piratas” acessarem informações confidenciais.
O administrador de rede Evaristo Oliveira Quintão explica que a diferenciação entre crackers e hackers é bastante recente. “A partir do momento em que a ocupação de hacker passou a ser fonte de trabalho, começou-se a usar o termo cracker como referencia àqueles que descobrem senhas com fins escusos – para roubar bancos ou contas pessoais, por exemplo. Enquanto o termo hacker ficou mais limitado aos que trabalham com segurança de informação, até com a intenção de “invadir”, mas objetivando testar a segurança nas empresas”, esclarece.
De acordo com Evaristo Quintão, as empresas e os usuários domésticos de computadores são igualmente afetados pela ação dos crackers. “Se através da ação de um cracker, um portal sai do ar, isso representa um grande prejuízo, mesmo que não se percam informações. Já em relação a usuários domésticos, o principal intuito dos crackers é o roubo de senhas de bancos. Para isso, instalam vírus que capturam estas senhas. A partir daí, eles fazem as temidas transferências de dinheiro”, explica.
Boa parte das empresas continua muito vulnerável à ação desses indivíduos, na maioria das vezes acreditando que o investimento (alto) em segurança não é tão importante, o que não é verdade. “Claro que existem muitas que têm essa preocupação, apesar de ser algo que demande recursos para a contratação de profissionais, equipamentos e softwares. É um trabalho meio ‘invisível’, por isso não aumenta o espaço nos computadores, nem a velocidade da rede. E é exatamente por esse motivo que muitos grupos acabam deixando de lado a segurança, acreditando erroneamente que nunca terão um problema, o que os torna vulneráveis”, analisa.
CUIDADOS DO INTERNAUTA
Evaristo explica que o usuário de computador deve evitar ao maximo entrar em sites pouco confiáveis ou baixar programas sem critério, pois muitas vezes estão infestados de vírus. “O internauta também precisa ter todo o cuidado com spam (e-mail com mensagens não solicitadas), que é uma fonte grande de propagação de vírus. Quando recebemos algum e-mail que não interessa ou que parece minimamente suspeito, o melhor é nem abrir e deletá-lo imediatamente”, alerta.
Ainda de acordo com o administrador de rede, deve-se prestar muita atenção ao abrir sites de instituições bancarias. “Quando recebemos e-mail de um banco avisando que há, por exemplo, uma atualização de segurança ou alguma novidade importante no mercado, precisamos ficar atentos quando posicionamos o mouse em cima de links (palavras ou imagens que, ao serem clicadas, servem como atalhos para outra pagina da internet). O ‘endereço’ que surge nesse momento deve coincidir com o que aparece no pé da pagina, que indica para onde passaremos a seguir”, ensina.
Quanto menos curiosos e mais seletivos forem os internautas ao navegarem na internet, menos riscos correrão. E quanto mais empresas investirem em segurança – quando o assunto for a grande rede -, menos campo de ação terão os crackers. E por que não contar com eles, os hackers, nessa empreitada?
Matéria extraída da revista Plenitude de março de 2009
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